Sala de convivência do Largo Angico
Verso I — Depoimentos

O que famílias contam sobre a vida no Largo Angico

Relatos de quem passou pelo processo de decidir, de entrar na casa e de acompanhar o dia a dia à distância.

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Verso II

Famílias e moradores

CF

Cláudia Ferreira

Filha de moradora · Fortaleza

Minha mãe tocou violão a vida toda e parou quando foi morar sozinha. No Largo Angico ela voltou a tocar nas primeiras semanas. Não porque alguém pediu — simplesmente porque o instrumento estava ali. A carta mensal que a Mariana envia me ajuda mais do que qualquer ligação.

Junho de 2025

JS

Jorge Souza

Morador · Programa de Residência

Eu não sabia se ia me adaptar. Tenho costume de ter minha própria rotina e achei que ia me sentir preso. Mas o quarto é meu, a porta é minha, e ninguém me chama para nada sem eu querer. As sextas de forró eu não perco uma.

Julho de 2025

RL

Renata Lima

Sobrinha de morador · São Paulo

Como moro longe, minha maior preocupação era não saber o que acontecia no dia a dia do meu tio. A carta mensal resolveu isso. Não é um relatório seco — é uma carta de verdade, com o que ele fez, com o que comeu, com o que falou. Isso não tem preço.

Junho de 2025

EM

Eunice Mota

Participante · Tardes de Vizinhos

Eu moro aqui na Aldeota e fui numa tarde de curiosidade. O que me surpreendeu foi que ninguém tentou me convencer a morar lá. Só ouvi música, tomei café e vim embora. Continuo indo toda semana há quatro meses.

Julho de 2025

PB

Paulo Barreto

Filho · Mês de Hóspede

Meu pai ficou um mês enquanto a casa dele estava em reforma. Quando voltou, disse que estava com saudade do coral. O que mais nos aliviou foi saber que, quando o mês terminou, a casa não nos pressionou para nada. Isso nos deu tranquilidade para decidir com calma.

Maio de 2025

AC

Adriana Carvalho

Filha de moradora · Recife

A minha mãe tem um temperamento forte e eu estava preocupada com a adaptação. A quinzena de acolhida foi importante — ela teve tempo para conhecer a rotina sem sentir que estava sendo cobrada. Hoje está há oito meses lá e não mencionou vontade de sair.

Julho de 2025

Verso III

Histórias em detalhe

Situação inicial

Dona Ilza, 79 anos, morava sozinha em Meireles desde que ficou viúva. A família era de São Paulo e sentia dificuldade em acompanhar o dia a dia dela por telefone. Ela havia parado de tocar flauta — que tocara por quarenta anos — por falta de companhia.

O que mudou

Entrou no Programa de Residência com Música em março. Na primeira semana já havia encontrado a flauta que a casa mantém disponível. Participa do coral às terças e nas sextas de forró prefere só ouvir. A família recebe carta mensal desde o primeiro mês.

Depois de quatro meses

A filha conta que parou de se preocupar com o cotidiano. Ilza menciona nas ligações semanais o que comeu, o que tocou e quem conheceu. A família planeja uma visita presencial em agosto para conhecer a casa.

"Eu achei que ia ter saudade da minha casa. E tenho. Mas aqui tem piano e tem gente que gosta de música do mesmo jeito que eu." — Ilza, moradora desde março de 2025
Situação inicial

Seu Antônio, 83 anos, precisava de um lugar por trinta dias enquanto o apartamento era reformado. A família não queria interná-lo em lugar nenhum — queria algo que funcionasse como uma casa temporária, sem compromisso.

O que aconteceu

Ficou um mês no Programa de Hóspede. Adaptou-se à rotina de refeições e às tardes de forró, que ele não esperava gostar. Ao término, a casa não entrou em contato. A família pediu informações sobre a residência três semanas depois por iniciativa própria.

O desfecho

Seu Antônio pediu para continuar. Está no Programa de Residência há dois meses. O filho conta que a decisão foi do próprio pai, não da família.

"Fui para passar um mês. Quando voltei para casa, eu mesmo pedi para voltar para lá. Não sei explicar direito — é que lá a semana tem forma." — Antônio, morador desde maio de 2025
Verso IV

A casa em números

8

anos em funcionamento

120+

famílias atendidas

96%

famílias satisfeitas com a carta mensal

tardes de música por semana

Verso V

Contato direto

  • Endereço Rua Barão de Studart, 2364
    Aldeota, Fortaleza – CE
    CEP 60120-002
  • Atendimento Segunda a sexta: 8h às 18h
    Sábado: 9h às 13h
Verso VI

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